Conceito e Promoção
UMA IMAGEM VALE POR MIL NOTAS MUSICAIS
Nós pensamos e sonhamos por imagens. O modo como reconhecemos e recordamos imagens é imensamente mais eficaz que o modo como reconhecemos e recordamos sons ou música (em caso de dúvida ler Marshall McLuhan). Por esta razão, e porque as nossas pulsões consumistas também são melhor impactadas por imagens, o negócio da música depende, desde que há suportes gravados para vender, de estratégias de imagem.
Esquematizemos os vários elementos de produção da imagem (para um artista/banda) no quadro seguinte:
Conceito: sem ele não se sabe o que faz e ao que se anda. É por aqui que tudo começa, criando/descobrindo uma ideia e desenvolvendo a estratégia capaz de lhe dar forma. O caso das Boys Bands/Girls Bands é o mais paradigmático, é um conceito já testado e cujo funcionamento é conhecido: é só pegar num grupo de rapazes ou raparigas e colocá-los na cadeia de produção. Por vezes quase que dispensa a própria música.
Promoção e Digressão servem aqui a função de indicadores de uma relação mais mediada ou mais directa com o público. Não são, estruturalmente, duas coisas diferentes: o design pode contaminar a cenografia ou o videoclip pode dar origem a merchandising (ou vice-versa). Digamos que as tarefas listadas em promoção têm o objectivo prioritário de divulgar o produto edição (CD Áudio?) e as listadas em digressão têm como objectivo prioritário a divulgação do produto concertos. Mas não são estanques, nem devem ser.
Cada uma das funções deste quadro tem os seus próprios operários especializados: o designer, o fotógrafo, o videasta, o estilista, etc. Gerir eficazmente a imagem e a estratégia de imagem de um artista/banda é também gerir todos estes recursos humanos e fluxos de trabalho criativo. Uma tarefa nada simples mas que pode ser altamente gratificante (em mais aspectos do que preciso especificar).




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